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Faculdade:

A minha escolha foi bem tradicional, aqueles programas de orientação vocacional e tal.. deu comunicação e eu embarquei nessa… 17 anos, não tinha muita ideia.
Período da faculdade foram definidos por camadas: a primeira camada foram os 6 primeiros meses: só bebendo, para compensar os últimos 8 meses que foram só estudando, eu estava comemorando, celebrando. Eu não teria mais estrutura emocional para fazer outros 6 meses de cursinho, intenso, eu me coloquei num limite muito alto desde aquela época. Foi o período de notas mais baixas. Depois, eu vi que não dava mais pra ficar nessa… e vi que eu precisava trabalhar, pq meu pai já voltou a me encher o saco… eu precisava ter meu dinheiro, pq não estava legal do jeito que estava. Comecei vendendo propaganda de bairro para uma revista da Vila Olimpia. E me dei super bem, comecei a vender uma coisa, vender outra, batia e vendia. Isso no primeiro no. No segundo ano a ESPM só tinha de manhã, então eu tinha que arranjar algo à tarde ou á noite. Aí fui fazer telemarketing da Credicard, da Microsoft… era de vendas, batia todas as metas, ganhava viagens, a venda estava na veia…
A faculdade sempre ficou em segundo plano pra mim, o que valia era a vida como ela é… eu precisava me desafiar, precisava trabalhar pq eu achava desafiador… nunca fui muito de teoria. No terceiro ano eu fui pra noite, sai de CLT da Microsoft para trabalhar na Core do Brasil, como estagiário, trabalhava o dia inteiro, de lá fui para a Kaiser e fui viajar. Pra mim, a prática sempre foi o lado mais interessante da coisa, eu não via muita conexão do que eu aprendia com o que eu vivenciava… No começo eu gostava muito da aula de psicologia, mas a maioria das aulas era chata… não via a hora de acabar… um mau necessário.
Eu gosto muito de prática, não gosto muito de lenga, lenga… eu gosto muito da vivência.

Diferenças entre empreendedorismo e corporativismo.
Muito ego, muita vaidade, mas é muito rico tb… Eu vou nessas grandes empresas e eu me sinto em casa, com os líderes, a linguagem que eles falam, a maneira… eu me entendo muito bem com eles, eu entendo muito bem o mundo deles, apesar de ter a cabeça diferente. O meio corporativo, hoje, para mim, é uma grande empresa que conseguiu uma história de sucesso. Quando eu saí de lá o corporativo era tudo ruim, tinha muito ego, vaidade… mas no fundo, isso tudo pra mim é medo! Quando vc consegue captar as pessoas, tem muita gente boa, competente. Por exemplo, os trainees, com 23 anos e são muito bons, inteligentes, focados, motivados, engajados. Hoje, trabalhar com o corporativo pra mim é muito legal, eu adoro. O meu grande business vai ser conseguir desenvolver o corporativo. Levar esse mindset para o ambiente corporativo vai gerar um impacto violento e o B2C, que foi onde começou, eu enxergo hj menos relevante. Acho que a gente pode chegar em um ponto onde a gente vai ter programas EaD para o B2C, coisas mais escaláveis, assim, livro, enfim, outros produtos mais básicos, vamos chamar assim. Mas eu tenho certeza que a gente tem que gerar impacto no B2B, que está precisando muito de um auxílio e a gente tem uma maneira de auxiliar que da um fit muito grande.

Quando eu tinha a For Insight, ou mesmo o Espaço Educacional, era uma empresa. Quando eu comecei com a Empodere-se, não foi só uma empresa, foi o negócio de uma vida, que eu gosto muito. Amanhã ou depois posso até ter a oportunidade de vender a Empodere-se, mas o mindset, o que eu gosto de fazer, isso vai continuar e vai ser a mola propulsora de um monte e coisas que ainda estão por vir. Essa descoberta foi tão intensa pra mim, que o trabalho e a vida pessoa se misturaram muito. E com, isso, muitas questões da minha vida pessoal também implodiram e hoje, por exemplo, eu quero me relacionar com alguém muito interessante, que eu possa fazer uma troca, senão fica uma coisa: eu vou falar, ela não entende, vc acaba aumentando o grau de exigência… pq eu quero ter alguém para trocar visão de mundo, um ecossistema de vida pessoal. tem uma grande mudança, sim. Quando vc é funcionário, no corporativo, vc acaba se doando, mas a esta hora. Acabou, acabou. As pessoas tem muito dividido. Se é bom ou ruim, não sei, sem julgamento. Tanto pode ser um, quanto outro. Hoje, eu estou mais ciente de que a minha intensidade sempre foi de criar, aprender, explorar, de fazer; e hoje eu quero construir. Tem uma diferença muito grande. Eu estou enxergando o que eu quero construir lá na frente, o legado, o impacto que eu vou gerar, as coisas que vão acontecer...Não dá pra fazer tudo de novo, eu quero fazer no menor ritmo possível, para aprender logo, corrigir, mas entendendo que a gente tem um timing pra fazer, alguma coisas, a gente tem que respeitar. Não adianta ter ansiedade, a ansiedade não vai fazer o negócio acontecer. Pode até fazer mais rápido, mas não necessariamente vai ser bom. Eu tenho uma intensidade natural em mim, mas hj eu gosto dos pequenos prazeres da vida: um bom papo, um bom vinho, sair pra almoçar com a minha mãe e tia…

O que está por vir

O meu futuro e o da Empodere-se: tem diferença? Tem, porque eu quero ter uma família, filhos. Acredito que vai ser uma experiência super rica… educar esse serzinho e vivenciar toda essa situação. Não sei onde vou estar morando, pra mim é indiferente… só não vou me aventurar, apenas para dizer que fui. Ir pra fora só pra dizer que o Brasil é ruim, não.

Verificar o que vai entrar
O futuro Empodere-se: nós vamos virar plataforma, eu quero virar SAS - Software as a Service. Eu quero cada vez mais poder detectar o perfil comportamental que eu coloco para o meu multiplicador, detectar esse perfil dentro das companhias, para que esses caras levem esse Mindset para dentro da comapanhia e consiga uma mudança de cultura mais rápida. Só que, com o meu software dando superte para esses caras, colocando os desafios, mapeando os stakeholders, todo o processo que a gente faz muito bem hj, e recomenda, vai ter um software onde a gente vai poder subir todas as informações. Aí a pessoa tem uma dúvida sobre isso, vai ter vários EaDs pra tirar dúvidas e tal… Esse é um processo que.. como a gente está fazendo um processo mais longo, com a Saint Gobain, tou entregando e tem uma pessoa comigo que eu estou lapidando, eu estou treinando duas pessoas hj: uma que já está comigo, que vai ser o líder dos mentores, que eu confio; e um outra pessoa que eu vou trazer para parametrizar a nossa tecnologia. Ou seja, eu quero extrair desse cérebro e a gente criar facs, através de situações: quando acontecer isso, tem que fazer tal coisa, qdo acontecer aquele outro, fazer assim. Amanhã pode entrar outro mentor e ele vai seguir o método. Pode até ter vídeo meu, mas não vai depender da minha presença física explicando para o cara, como é feito hoje.
Outra coisa é a gente ter um sistema onde tenhamos facilitadores de inovação para garantir o sucesso do cliente.Vc, como esse multiplicador, líder que vai fomentar inovação, vc vai precisar de suporte, vc vai ter dúvidas e eu, como Empodere-se, vou te dar esse subsídio. Então, a gente ainda vai fazer a imersão presencial, isso continua. Mas toda a parte da aceleração vai ser digital, não precisa mais que eu vá lá pessoalmente. O suporte vai ser sinestésito, visual, cada vez mais mastigado numa jornada muito própria nossa; pq cada vez a minha percepção de valor vai aumentando e daí não vou vender mais um projeto, eu vou cobrar por licença. E vou cobrar muito menos o ticket e ganhar muito mais no volume o processo.
Meu objetivo é ter isso implantado até o segundo semestre. Porque aí a gente vai para um patamar cada vez mais difícil de ser copiado, vamos ganhando nosso espaço de maneira mais forte e entrando em tecnologia, para replicar, é mais difícil. Eu consigo registrar software, eu protejo. Porque hj não existe proteção de metodologia no Brasil, jurídica. Estamos indo por um caminho bem estratégico. Minha ideia é ser um facilitador de inovação cada vez mais escalável para as companhias, ser um agente de apoio e dando muito material, EaD, material que não dependa da minha presença física. Eu não quero ser um bom consultor, eu quero fazer um negócio de impacto, que a gente possa atender várias empresas e que seja interessante.

Inovação: IA é fato: muita coisa vai acontecer, muita coisa vai ser automatizada, muitos empregos vão deixar de existir, e muitos novos vão surgir, ligados à economia criativa. Isso vai gerar muita crise, muita resistência por parte da população, mas as pessoas vão ter se adaptar. O mercado corporativo vai mudar muito. Essa improdutividade que a gente tem hoje, pq precisa controlar o youtube de um, o outro fica no cafezinho, outro no whatsapp, isso é improdutividade e isso custa para a empresa. O funcionário não tem noção do que ele representa dentro do contexto. E as empresas vão ter que ser cada vez mais produtivas e pessoas que não são engajadas, de forma geral, não são produtivas, e tende a ter uma limpa muito grande de pessoas e de empresas, inclusive. As empresas que não se atualizarem, que não criarem métricas de produtividade efetivas, engajamento, e não olharem esse lado humano, o lado do coeficiente de tesão, conectado com habilidades comportamentais e inteligência emocional, eu acho que muitas empresas grandes vão morrer e muitas startups vão pegar o lugar. Segmento financeiro: blockchain, bitcoin… muita coisa vai acontecer. vc vai começar a trafegar as transações sem ter intermediários, sem banco para operar, onde todos ganham com isso: população com acesso a muita coisa, com um custo muito menor. Antes vc tinha o taxi, o ônibus, o carro. Hoje vc tem o Uber, o Cabify, 99… o custo do deslocamento vai diminuindo cada vez mais. A gente vai interiorizar muito as tecnologias no nosso dia a dia. Hoje, como o celular é comum. Esse relógio, por exemplo, pega meus batimentos cardíacos, sabe a hora que eu estou dormindo, eu tenho metas de passos por dias, que ele monitora, tenho metas de peso, sono… IoT, wearables… geladeira com os alimentos, aciona o supermercado.

Eu não vejo como assustador, eu vejo claro como o dia. É muito tempo que eu vou deixar de gastar, isso vai facilitar a minha vida. Zero de assustador. Nós todos seremos chipados, como já existem nos cachorros. Eu tenho certeza de que eu não vim pra falar muito de passado, eu vim é pra falar de futuro. É algo que me fascina. Carro autônomo… são coisas óbvias.

As outras atividades serão ligadas à criatividade. Se o seu problema é acordar cedo, vamos pensar um projeto que te ajude nisso, que ajude as pessoas, que te faça acordar bem, não com um alarme… isso é um business que vai ser criado. Cada problema é um business que ainda não foi criado. Mesmo as grandes empresas vão ser hubs de soluções. elas vão estar ligadas e vão solucionar vários problemas. Ao invés de eu criar produtos e empurrar com marketing, manipulando as necessidades e desejos das pessoas com psicologia, eu vou entender a dor do usuário e eu vou resolver isso pra ele, abrindo um negócio. Reconhecimento facial, como no Facebook, snapchat…
Vc vai ser reconhecido pela sua íris, entende seus hábitos. Hj, por exemplo, na sua gôndola, vc já sabe quanto tempo o consumidor para lá na frente, qual a temperatura… várias percepções, ainda rudimentares, mas que vão trazer uma percepção super interessante para o meu business. Amanhã isso vai entrar num nível de sofisticação absurda.
O que é o big date? É o cruzamento do meu comportamento. tem o lance da privacidade, mas eu acho que cada vez vão vir sugestões mais adequadas ao meu perfil. Claro que, se eu não tiver um autoconhecimento, se eu for um cara impudente, se quiser gastar muito… mas não vai ser a tecnologia que vai fazer eu gastar mais…
Eu acredito que vai ter um dashboard onde eu consigo identificar suas paixões de forma muito mais rápida, onde eu vou ter ações muito mais acertadas.
Medo dos dados expostos: o que as marcas querem? performar. Com toda essa informação, elas terão muito mais acertos do que apenas tentativas, vão saber quem é o público delas..
Filme: Her O cara de olho claro que fez o Gladiador… para o site

Realidade aumentada: vários exemplos

Velocidade do padrão de interação: me conecto com o outro lado do mundo instantaneamente.

Shows, como se entrasse no show através de gadgets.

Não adianta querer combater a inovação, o melhor é se adaptar.

Quando percebeu que ia dar certo.
Empodere-se: começou num processo onde teve uma descoberta muito forte minha no core business do negócio, diferente dos outros negócios. Começou da sensação de que eu sou muito bom nisso, de que eu posso criar um negócio com isso, é a pontinha do iceberg, ninguém está vendo isso. Eu tive a possibilidade de ver isso muito cedo e aquilo mexeu comigo de uma maneira que, talvez não mexa tanto nas outras pessoas. Primeiro teve uma percepção, totalmente sensorial, nada objetiva.
Depois disso, foi a comprovação da primeira turma, que era um protótipo. Foi a comprovação que eu tive, depois de tanta pressão… essa busca por acertar é muito dolorida. Quando eu concretizei a proposta de valor da entrega e vi que tinha um impacto altíssimo.
terceiro: quando a gente percebe profissionais, líderes, percebendo valor no seu negócio. Vc convida alguém importante e ele aceita ser seu jurado, líderes de grandes companhia reconhecendo o trabalho: vários exemplos aqui…
Resumindo: Primeiro a percepção pessoal, pq teve um impacto pessoal muito grande, na minha mudança de mindset.
Depois, o impacto da primeira turma, que foi o protótipo.
Depois, trazer grandes player para próximo.
E o reconhecimento de grandes pessoas.

Antes do negócio, eu mergulhei no método, eu queria experimentar essas abordagens para mim, para validar negócios, projetos, para me desconstruir.

Eu sou o cara da realização, da transformação. Eu vejo o agora.
Cases para o livro: os que ele já falou...
Uma grande empresa do ramos de tal...

O que eu mais desejo é ver realmente a prática do eu estou difundindo!